quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A Sociedade Mineradora

Desta estrutura social diferenciada faziam parte os setores mais ricos da população - chamados "grandes" da sociedade - mineradores, fazendeiros, comerciantes e altos funcionários, encarregados da administração das Minas e indicados diretamente pela Metrópole.
Por outro lado, crescia na capitania real o número de indivíduos sujeitos às ocupações incertas. Vivendo na pobreza, na promiscuidade e muitas vezes no crime, não tinham posição definida na sociedade mineradora. Esta camada causava constante inquietação aos governantes. Ela era geralmente composta por homens livres: alguns brancos, mestiços ou escravos que haviam conseguido alforria.
O Estado, percebendo a necessidade de agir junto a essa população incapaz de prover seu próprio sustento, associou a repressão à "utilidade". O encargo que eventualmente representava transformava-se, através do castigo, em trabalhos diversos e, conseqüentemente, em "utilidade".
Esta população, entendida como de "vadios", recrutada à força ou em troca de alimento, foi utilizada em tarefas que não podiam ser executadas pelos escravos, necessários ao trabalho da empresa mineradora. Era freqüente a ocupação destes que eram vistos como desclassificados sociais na construção de obras públicas como presídios, Casa da Câmara, entre outras. Também compuseram corpos de guarda e de polícia privada dos "Grandes" da sociedade mineradora, ou ainda empregavam-se como capitães-do-mato. Em outras situações, como na disputa pela posse da Colônia do Sacramento, participaram dos grupos militares que guardavam as fronteiras do Sul.

Os escravos, ali como de resto em toda a Colônia, representavam a força de trabalho sobre a qual repousava a vida econômica da real capitania das Minas Gerais. Vivendo mal-alimentados, sujeitos a castigos e atos violentos, constituíam a parcela mais numerosa da população daquela região. Isto gerava uma constante preocupação para as autoridades já que, apesar da repressão cruel, não eram raras as tentativas de levantes escravos e a formação de quilombos, como o do Ambrósio e o Quilombo Grande. A destruição de ambos, em 1746 e 1759 respectivamente, não impediu que ocorressem outras fugas e a formação de novos quilombos.
ALUNOS:
Ana Carolina
Pedro
Matheus

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O trabalho escravo africano na América Portuguesa

Como e onde os escravos da América Portuguesa trabalhavam e viviam ?
Quais eram os ofícios exercidos ?



Os portugueses mantinham relações de comércio com os povos africanos , e foi nessas relações que os portugueses começaram a negociar escravos para trabalhar em sua nova colônia : o Brasil .No inicio, eles trabalhavam na produção açucareira,ficando a maior parte de seu tempo trabalhando no engenho, que possuía as seguintes construções:
-Casa grande : onde morava o senhor do engenho e sua família e é a sede do latifúndio
-Moradia:onde moravam os trabalhadores livres do engenho
-Casa de purgar: onde a garapa ficava fermentando para se tornar açúcar
-Caldeira: onde a garapa era fervida
-Moenda: onde a cana era moída para obter o caldo
-Senzala: local onde ficavam escravos africanos que eram a principal mão de obra do engenho.






A maior parte do que era produzido ia para Portugal, pois a função da colônia era exatamente enriquecer a metrópole.A economia era baseada na produção açucareira, mas depois , com a descoberta de minas nas atuais regiões Sudeste e Centro-oeste , os escravos começaram a exercer uma nova função : explorar riquezas encontradas no solo.Assim, começaram a exercer técnicas de exploração, como a mineração, lavras e faiscação.
-Mineração : técnica em que buscamos ouro de aluvião ( pepitas misturadas aos cascalhos e areias ou depositadas no fundo dos rios sendo de fácil extração)
-Lavras : Exploração do ouro presente nas encostas de morros e barrancos que exigiam investimentos de maior vulto ( mais trabalhadores )
-Faiscação : Pequena extração realizada por poucos indivíduos e que empregava poucos instrumentos .



Além da produção açucareira e da mineração , os escravos desempenhavam várias outras atividades, como : sapateiros, barbeiros, alfaiates, ferreiros, padeiros, carpinteiros, marceneiros, escultores, músicos, pintores, seleiros, paneleiros, latoeiros, boticários, carregadores, estivadores, pescadores, barqueiros, marinheiros , soldados, capitães-do-mato, caixeiros, escrivães de cartório, enfermeiros , chapeleiros, vendedores de todo tipo , cozinheiros , doceiras, amas de leite e prostitutas , entre uma infinidade de outras ocupações .




As mulheres negras também sofreram muito com a escravidão, embora os senhores de engenho utilizassem esta mão-de-obra, principalmente, para trabalhos domésticos. Cozinheiras, arrumadeiras e até mesmo amas de leite foram comuns naqueles tempos da colônia.
Na agricultura, muitos escravos foram utilizados também no cultivo de tabaco, algodão e café, por exemplo.
Os escravos domésticos - como indica o próprio nome - trabalhavam nas casas de seus senhores, realizando serviços como cozinhar e costurar. Existiram ainda casos de escravos que prestavam serviços remunerados e deveriam pagar parcela de sua renda ao seu proprietário, os chamados “escravos ao ganho”, além de escravos que eram alugados pelos seus senhores para desenvolver algum ofício (pedreiro, carpinteiro, cozinheiro, ama de leite) a um terceiro, sendo assim “escravos de aluguel”. Estes dois últimos tipos de escravos desenvolviam suas tarefas geralmente nos espaços urbanos.




FONTE:

ALUNOS:

Ana Cláudia
Fábio
Eduardo
Otávio

A ESCRAVIZAÇÃO DOS NATIVOS NA AMÉRICA PORTUGUESA


Os índios ficaram encantados com as bugigangas que os portugueses trouxeram, mas isso não queria dizer que eles eram ingênuos, eles só ficaram fascinados com as coisas que se quer havuiam visto na vida. A relação a princípio foi amigável e a colônia era um lugar de exploração, aventura. Portugal estava enfrentado uma crise econômica e viram no Brasil uma fonte de recursos ilimitados que levantaria Portugal. Cada vez mais foram forçando a mão-de-obra indígena e isso foi tornando a relaçãos dos brancos e dos nativos em conflito.
Os índios sofreram violência cultural, epidemias e mortes. Eles eram difíceis de escravizar por vários motivos. Um desses era a incompatibilidade com um trabalho intensivo, regular e obrigatório, como pretendidos pelos europeus. Não eram vadios ou preguiçosos, apenas faziam o que era necessário à sua sobrevivência. Nada difícil em épocas de abundância de peixes, frutas e animais. Eles empregavam grande parte de sua energia nos rituais e nas guerras. Noções como a de produtividade eram estranhas ao entendimento deles. Outras formas de resistência foram as fugas, a guerra e a recusa ao trabalho compulsório. Outro fator importante que desestimulou a escravização indígena foi a catástrofe demográfica, pois eles não tinham defesa biológica contra as doenças europeias como sarampo, varíola, gripe. Outro fator foi o conhecimento indígena dos relevos, das terras americanas, posto que o interior permanecia quase inexplorado pelos invasores portugueses. Isso facilitou uma maior organização de ataques contra as fazendas e fortes portugueses distribuídos ao longo da faixa litorânea brasileira. Além disso, a partir de um certo momento, a própria Igreja Católica passou, através principalmente dos jesuítas, a fazer um trabalho de catequização junto aos índios, dificultando aos comerciantes e colonos portugueses a escravização dos nativos. Isso provocou inúmeros atritos entre os padres e os colonos. Mas não significa que os padres tratavam os índios com respeito, muito menos no que se refere à cultura indígena. A cultura dos índios, suas crenças religiosas eram consideradas pelos padres inferior se comparadas à cristã. Os padres chegavam mesmo a duvidar que os índios fossem pessoas.
FONTE:
ALUNOS:
Victória
Rubens
Marcello
Vinícius

A pecuária e o trabalho livre na colônia

As relações de trabalho na América Portuguesa

A pecuária e o trabalho livre na colônia
A pecuária chegou ao Brasil no século XVI, na época das capitanias hereditárias, por Tomé de Sousa, encontrando condições favoráveis ao seu desenvolvimento. Esta veio com o propósito de transportar cargas e pessoas, e de movimentar os engenhos com os chamados trapiches (força motriz).


No século XVII, com o maior desenvolvimento da cidade de Salvador, o gado foi, naturalmente, levado a regiões mas afastadas: da Praia do Forte até a região de Feira de Santana (referências atuais).
Além disso, a pecuária estava vinculada à economia de subsistência, fornecia couros e carnes para o consumo interno das grandes propriedades. Esse foi um grande passo para o começo da primeira grande comercialização interna da colônia.


Fator essencial no povoamento de novas terras, o gado, no início, era propriedade dos donos de engenho e somente em meados do século XVII surgiu a figura do proprietário da fazenda de gado.
Foi nessa época, também, que o gado tomou a direção do interior, com uma estrutura baseada na grande propriedade, no trabalho livre e assalariado e na técnica extensiva.
Com a descoberta do ouro:
No Sul, as primeiras fazendas de gado datam do início do século XVIII e o consumo de charque (carne-seca) integrou a região econômicamente ao resto da Colônia, principalmente ao Sudeste (então na prosperidade do ouro). No Nordeste, a pecuária, durante a fase aurífera, se estendeu pelo São Francisco (que ficou conhecido como Rio dos Currais), pois o comércio se concentrava em Minas, e o São Francisco era ótimo: tanto para a criação quanto para a venda.

FONTE:

http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=302
http://www.coladaweb.com/historia-do-brasil/pecuaria-no-brasil-colonial
http://historia.campus2.vilabol.uol.com.br/Brasil/Brcoln.html

ALUNO:

Emanuell

Erick

Saulo

Ana Clara

segunda-feira, 22 de março de 2010

Visitando Museus


Na sexta feira,19 de março, os alunos do 7º ano, juntamente com as turmas do 5º e 6º anos, visitaram o Museu de Ciências Naturais da PUC - M.G. e também ao Museu de Artes e Ofícios de Belo Horizonte.